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Uso excessivo de telas: riscos para a saúde em todas as idades e como prevenir

Prevenção e Controle

09/03/2026

O uso excessivo de telas pode prejudicar a saúde. Conheça os possíveis impactos e saiba como se prevenir deles em todas as idades.

7 min de leitura

Uso excessivo de telas: riscos para a saúde em todas as idades e como prevenir

O uso excessivo de telas se tornou parte da rotina de pessoas de todas as idades. Celular, computador, televisão e videogame estão presentes no trabalho, nos estudos, no lazer e até nos momentos de descanso.

Embora a tecnologia traga praticidade e conexão, passar tempo demais em frente às telas pode impactar a saúde física, mental e a convivência no dia a dia. Quando o tempo de tela se prolonga sem pausas ou equilíbrio, a saúde pode se prejudicar.

Neste artigo, o Viver Bem explica o que caracteriza o uso excessivo de telas, quais são os principais riscos para a saúde em diferentes fases da vida e como adotar estratégias práticas para reduzir o tempo diante das telas dos dispositivos.

Por que falar de uso excessivo de telas hoje

O uso de telas deixou de ser pontual e passou a ocupar grande parte da rotina. Hoje, celular, computador e televisão estão presentes no trabalho, nos estudos, no lazer e até nos momentos de descanso.

Dados recentes mostram que quase 90% dos brasileiros acima dos 10 anos têm celular, segundo levantamento do IBGE divulgado em reportagem da CNN.

Além disso, dados da pesquisa Digital 2023: Global Overview Report, da DataReportal, indicam que os brasileiros permanecem acordados cerca de 16 horas por dia e dedicam mais da metade desse tempo ao uso de telas.

Esse cenário ajuda a explicar por que o uso excessivo se tornou um tema importante quando falamos de saúde, qualidade de vida e prevenção.

Como as telas entraram em todos os momentos do dia

As telas estão presentes desde o despertar até a hora de dormir. Muitas pessoas começam o dia conferindo mensagens no celular, trabalham ou estudam diante do computador, usam aplicativos de transporte, assistem a séries em serviços de streaming e mantêm contato com amigos e familiares pelas redes sociais.

Essa atitude constante faz com que o tempo em frente às telas aumente quase sem perceber. O problema não está na tecnologia, mas no acúmulo de horas conectadas, muitas vezes sem pausas movimentos ou momentos de descanso.

Uso consciente x tempo de tela em excesso

Usar telas de forma consciente significa perceber como, quando e por quanto tempo os dispositivos são utilizados. O uso consciente envolve equilíbrio, pausas e escolhas, especialmente em atividades que não exigem estar conectado o tempo todo.

Já o tempo de tela em excesso se dá quando esse hábito começa a ocupar espaço demais na rotina, interferindo no sono, no convívio social, na saúde mental ou no cuidado com o corpo. Reconhecer essa diferença é o primeiro passo para ajustar hábitos e buscar uma relação mais saudável com a tecnologia no dia a dia.

O que é considerado excessivo em relação a telas

O uso exagerado de telas ocorre quando o tempo em frente aos dispositivos deixa de ser funcional e passa a ocupar espaço demais nos momentos de descanso, lazer e convivência. Não se trata apenas da quantidade de horas, mas da forma como isso se distribui no decorrer do dia e do impacto que causa no bem-estar da pessoa.

Na prática, isso pode aparecer em situações comuns, como rolar redes sociais por longos períodos sem perceber o tempo passar, maratonar séries por horas seguidas ou passar muito tempo jogando videogame sem pausas.

Diferentemente do uso funcional das telas, necessário para estudo, trabalho ou tarefas do dia a dia, o consumo exagerado de conteúdo digital costuma acontecer no tempo livre, de maneira contínua e sem equilíbrio com outras atividades importantes.

Homem com má gestão do sono por conta do uso excessivo de telas

Sinais de que você está passando do limite

Alguns sinais ajudam a perceber quando o uso de telas pode estar exagerado. São eles:

  • irritabilidade ou impaciência quando fica longe do celular, do computador ou de outros dispositivos;
  • sono ruim, com dificuldade para dormir ou sensação de cansaço ao acordar;
  • dificuldade de concentração em tarefas simples, leituras ou conversas;
  • checagem do celular com frequência, mesmo sem notificações;
  • sensação de que “não consegue” ficar longe do celular por muito tempo.

Reconhecer esses sinais é um passo relevante para repensar hábitos e buscar mais equilíbrio no uso das telas. Aproveite e leia também:

Qualidade do sono: dicas para dormir melhor e ouça o podcast do Viver Bem

Como o uso excessivo de telas afeta a saúde

O uso desmedido de telas pode afetar a saúde de diferentes formas e em todas as fases da vida. Quando se prolonga sem pausas e equilíbrio, o tempo em frente aos dispositivos pode influenciar o bem-estar emocional, o sono, o corpo e até o modo como as pessoas se relacionam. Entenda:

Uso demasiado de telas na infância: por que merece atenção especial

Na infância, o uso em excesso pode impactar o desenvolvimento mental e intelectual. Um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais identificou associação entre o uso exagerado de telas e o aumento de quadros de depressão em crianças, além de redução do quociente de inteligência (QI).

Pesquisas também indicam que a superexposição a celular, a computador e a televisão pode prejudicar a interação entre crianças e cuidadores, favorecer a hiperestimulação e afetar habilidades como linguagem, memória, criatividade e atenção, especialmente quando substitui brincadeiras e interação presencial.

Por isso, a Organização Mundial da Saúde recomenda limites claros para o tempo de tela na infância, reforçando a importância do equilíbrio entre o uso de dispositivos e outras experiências essenciais para o desenvolvimento infantil.

Saúde mental em adultos e idosos

Em relação a adultos e a idosos, usar as telas em excesso pode afetar a saúde mental, especialmente quando o tempo conectado se estende por longos períodos sem pausas. A exposição prolongada a conteúdos digitais pode estar associada a estresse, irritabilidade, dificuldade de concentração e sensação de cansaço mental.

Além disso, quando o uso de celular, computador ou televisão ocupa grande parte do tempo livre, isso pode reduzir momentos de descanso, lazer e convivência presencial, fatores importantes para o bem-estar emocional.

Sono, visão e postura: distúrbios provocados pelo uso excessivo de telas

Ficar muitas horas diante de dispositivos eletrônicos pode interferir no sono, especialmente quando as telas são usadas à noite. A exposição prolongada à luz e aos estímulos dificulta o relaxamento e pode prejudicar a qualidade do descanso.

Além disso, o tempo prolongado olhando para telas costuma provocar cansaço visual e desconfortos físicos. Posturas mantidas por extensos períodos, muitas vezes inadequadas, favorecem as dores, afetando o bem-estar do usuário.

Sedentarismo, alimentação e convivência social

Quando grande parte do tempo livre é ocupada por celular, computador ou televisão, sobra menos espaço para o movimento. Isso pode contribuir para um estilo de vida mais sedentário e, em alguns casos, para o ganho de peso.

As telas também costumam acompanhar as refeições, o que favorece comer de forma distraída, sem atenção aos sinais de fome e saciedade. Além disso, o excesso de tempo conectado pode reduzir encontros presenciais e momentos de convivência, impactando as relações e a vida social.

Como diminuir o tempo de tela no dia a dia

Reduzir o tempo em frente às telas não significa abandonar a tecnologia, mas encontrar um uso mais equilibrado e consciente. Pequenos ajustes no cotidiano ajudam a criar pausas, diversificar atividades e recuperar espaço para experiências fora do ambiente digital, sem radicalizar. Algumas dicas:

Pequenas mudanças para reduzir o tempo de tela em excesso

Algumas atitudes simples já ajudam a diminuir a exposição prolongada às telas.

Definir horários para checar redes sociais, silenciar notificações desnecessárias e evitar o uso do celular em momentos específicos, como durante as refeições ou antes de dormir, são exemplos práticos. Outra estratégia é deixar o aparelho fora do alcance em determinados períodos, o que reduz o uso automático.

Hobbies e atividades sem telas para todas as idades

Substituir parte do tempo conectado por atividades off-line é um modo eficiente de equilibrar a rotina. Caminhadas, leitura, esportes, jogos de tabuleiro, atividades criativas ou momentos ao ar livre ajudam a reduzir a dependência digital e ainda contribuem para o bem-estar físico, mental e social, em qualquer fase da vida.

Leia mais:

Lista de hobbies para incluir na rotina e cuidar de você

Detox digital e combinados em família

O detox digital pode ser uma estratégia pontual para repensar hábitos e criar uma relação mais saudável com a tecnologia. Estabelecer combinados em família, como horários sem celular ou dias com menos telas, facilita o processo e reduz conflitos, especialmente com crianças e adolescentes.

Entenda melhor como funciona essa prática no artigo do Viver Bem:

Detox digital: benefícios de ficar off-line por um dia

Quando buscar ajuda profissional

Em alguns casos, ajustar o uso das telas sozinho pode ser difícil. Quando o tempo conectado começa a gerar sofrimento, conflitos ou impactos na saúde e no convívio, buscar apoio profissional pode ser um passo importante para retomar o equilíbrio.

Adolescente cansado devido ao Uso excessivo de telas

Como profissionais podem apoiar na mudança de rotina digital

Profissionais podem ajudar a identificar padrões de uso, orientar na criação de limites saudáveis e apoiar a construção de uma rotina digital mais equilibrada. Isso contribui para compreender as causas do excesso, propor estratégias adequadas à realidade de cada pessoa e fortalecer escolhas que promovam bem-estar em longo prazo.

FAQ: perguntas frequentes sobre o uso excessivo de telas

1. Qual é o tempo de tela recomendado por idade para crianças?

Segundo a Organização Mundial da Saúde, crianças de até 2 anos não devem ter exposição a telas. De 2 a 5 anos, o uso deve ser limitado a no máximo 1 hora por dia. Entre 6 e 10 anos, o recomendado é de 1 a 2 horas diárias, e, dos 11 aos 18 anos, até 3 horas por dia.

2. Como reduzir o tempo de tela das crianças sem gerar conflito em casa?

Combinar regras claras, dar o exemplo e oferecer alternativas sem telas ajuda a reduzir conflitos. Estabelecer horários, criar momentos off-line em família e explicar os motivos dos limites torna o processo mais tranquilo.

3. Quais limites saudáveis para uso de celular e videogame em adolescentes?

Limites devem considerar idade, rotina escolar e outras atividades. O ideal é equilibrar o tempo conectado com estudo, lazer off-line, sono e convivência social, sempre com diálogo e acompanhamento dos responsáveis.

4. Uso telas o dia todo no trabalho: isso também faz mal para a saúde?

Pode causar cansaço mental, visual e físico, especialmente sem pausas. Fazer intervalos, ajustar postura, variar atividades e reduzir o uso de telas no tempo livre ajuda a minimizar os impactos.

Equipe de Atenção à Saúde Unimed-BH
Conteúdo validado por Equipe de Atenção à Saúde Unimed-BH

Equipe responsável por prover conteúdos em soluções assistenciais para clientes, profissionais e prestadores da Unimed-BH, assim como para a sociedade como um todo.

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